A proposta, originada pelo Bahrein, contempla a autorização para que “todos os meios defensivos necessários” sejam utilizados para garantir a passagem de embarcações e impedir bloqueios da via marítima, com um prazo de validade de pelo menos seis meses. Contudo, os membros permanentes do Conselho, notadamente China, Rússia e França, mostraram-se contrários à medida, utilizando seu poder de veto para dificultar a aprovação da resolução.
A resistência desses países se baseia na recusa em permitir qualquer abordagem militar que possa intensificar as tensões na região. O impasse que se arrasta há semanas centraliza-se em um trecho específico da resolução que concede permissão para que países tomem “todos os meios necessários” com o objetivo de normalizar o tráfego marítimo no estreito.
O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, argumenta que a “tentativa ilegal e injustificada” do Irã de controlar a navegação representa uma ameaça aos interesses globais, exigindo uma “resposta decisiva” da comunidade internacional. Ele ainda acrescentou que o Irã estaria atacando estruturas civis, como aeroportos e portos, em uma escalada de hostilidades na área.
Para que a proposta seja aprovada, são necessários pelo menos nove votos favoráveis e a ausência de vetos entre os cinco membros permanentes do Conselho: Reino Unido, China, França, Rússia e Estados Unidos.
A crise no Estreito de Ormuz, que é responsável por aproximadamente um quinto do petróleo mundial, levou a um aumento expressivo nos preços do hidrocarboneto. Desde o final de fevereiro, com o fechamento do estreito pelas forças iranianas, os mercados têm reagido de forma volátil, refletindo a instabilidade dessa crucial passagem marítima.
Cerca de 20 milhões de barris de petróleo são transportados diariamente através de uma estreita faixa de mar que se estende por apenas 33 km. A recente escalada de tensões, que inclui ataques realizados por EUA e Israel ao Irã, tem suas raízes em conflitos anteriores, como a Guerra dos Doze Dias de 2025. A situação permanece crítica, exigindo um olhar atento da comunidade internacional diante das consequências globais que um desdobramento desfavorável poderia desencadear.





