O diplomata observou que essa situação é visível em diversas regiões do mundo, incluindo a crise na Ucrânia, a intensificação de conflitos no Oriente Médio e a presença de tensões em áreas como África, América Latina e Ásia. Ele enfatizou que a falta de recursos financeiros é uma barreira significativa, mas o que realmente impede um desempenho eficaz da ONU é a ausência de vontade política, especialmente por parte das potências ocidentais, em buscar soluções diplomáticas que sejam aceitáveis para todas as partes envolvidas.
Em um contexto semelhante, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva também se manifestou sobre a fragilidade das normas multilaterais, ressaltando em um artigo publicado por um veículo britânico que o enfraquecimento das regras da ONU tem contribuído para a insegurança mundial. Segundo Lula, estamos vivendo um “mundo sem regras”, o que leva a um aumento de conflitos e à ruptura do direito internacional. O presidente defende uma reforma urgente nas estruturas que regem as relações internacionais, alertando que a inatividade do Conselho de Segurança da ONU tem propiciado violações recorrentes e uma falta de credibilidade nas instituições multilaterais.
Lula argumentou ainda que, na ausência de limites claros ao uso da força, potências que detêm poder de veto agem sem respaldo na Carta da ONU, o que alimenta a multiplicação de crises e a destruição de vidas. Para ele, a paralisia do CSNU é um dos fatores que mais favorece intervenções não autorizadas que comprometem a paz e a estabilidade global. Assim, tanto na perspectiva russa quanto na avaliação brasileira, o papel da ONU e a eficácia de suas ações estão sob uma pressão significativa, necessitando de um repensar urgente para restaurar sua autoridade e eficácia no cenário internacional.





