Grossi, que também é candidato ao cargo de novo secretário-geral da ONU, expressou sua frustração com o desempenho da instituição em diversos temas. Destacou que a ausência de ação significativa por parte da ONU tem sido observada não apenas em questões bélicas, mas também em áreas cruciais como o combate às mudanças climáticas e problemas sociais. Ele ponderou sobre a necessidade urgente de revitalizar a função da ONU como um fórum eficaz para negociações diplomáticas e soluções coletivas.
A crítica de Grossi ocorre em um momento em que a ONU enfrenta desafios substanciais, como a escalada de tensões entre nações e a necessidade crescente de uma resposta global uniforme às crises ambientais. O atual secretário-geral, António Guterres, está em seu segundo mandato, que terminado em 31 de dezembro de 2026, poderá abrir espaço para uma nova liderança que busque reanimar o papel da ONU.
Essas reflexões sobre a relevância da ONU evidenciam a inquietação de líderes globais e a sociedade civil sobre o futuro da diplomacia internacional. Num mundo marcado por mudanças rápidas e imprevisíveis, o chamamento de Grossi para uma reavaliação do funcionamento da ONU soa como um alerta para que esta instituição não apenas persista, mas também se adapte e se fortaleça para enfrentar os desafios emergentes do século XXI. A eficácia da ONU será, portanto, um tema central nas discussões sobre governança global nos próximos anos.




