ONU Critica Israel por Cortar Água e Luz da UNRWA e Prever Crise Humanitária em Gaza

ONU Critica Israel por Suspensão de Serviços Essenciais às Instalações da UNRWA

Em uma nova onda de tensões no Oriente Médio, a Organização das Nações Unidas (ONU) fez duras críticas a Israel por sua recente decisão de cortar o fornecimento de água e eletricidade às instalações da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), localizada em Jerusalém Oriental. Tal medida, segundo o porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, prejudica substancialmente as operações da agência, que desempenha um papel crucial na assistência a milhões de palestinos.

O Comissário-Geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, também se manifestou contra a decisão, descrevendo-a como parte de uma “campanha sistemática” destinada a desacreditar a agência e a obstruir seu trabalho humanitário na região. Em 2024, o parlamento israelense havia aprovado uma legislação que proíbe a atuação da UNRWA no país e restringe o contato com seus funcionários, refletindo uma deterioração significativa nas relações entre Israel e a agência.

Atualmente, a UNRWA continua operando somente em Jerusalém Oriental, uma área que a ONU classifica como ocupada. A agência presta assistência vital a refugiados palestinos em várias localidades, incluindo Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Líbano e Síria. No entanto, a relação com Israel se deteriorou ainda mais, especialmente após o acirramento do conflito em Gaza, com autoridades israelenses pedindo repetidamente o desmantelamento da UNRWA.

A suspensão dos serviços essenciais é preocupante, pois coincide com uma decisão de Israel de barrar a atuação de múltiplas Organizações Não Governamentais (ONGs) internacionais em Gaza, alegando desacordo com novas normas de verificação. Essa situação agrava o cenário humanitário, elevando o risco de colapso das operações de ajuda humanitária em um território já devastado por conflitos.

Como resposta, uma coalizão de dez países, incluindo Canadá, França, Japão e Reino Unido, emitiu uma declaração conjunta alertando que as restrições poderiam ter um impacto profundo no acesso a serviços essenciais. Segundo suas estimativas, se a situação persistir, um em cada três centros de saúde em Gaza poderia fechar suas portas, exacerbando uma crise humanitária que já é alarmante.

A comunidade internacional, portanto, observa atentamente os desdobramentos desta crise, enquanto a UNRWA e seus aliados buscam regenerar suas operações em um cenário cada vez mais adverso. A continuidade das tensões entre Israel e a ONU repete um ciclo que afeta não apenas as operações humanitárias, mas a vida de milhões de pessoas na região.

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