ONS Aciona Plano Emergencial para Gestão de Excedentes de Energia em Dia de Alta Produção Solar e Baixa Demanda

No domingo, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) tomará uma medida inédita ao implementar o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia do sistema elétrico brasileiro. Esta decisão é resultado de uma conjuntura específica: a elevada produção de energia solar proveniente de telhados residenciais e empresariais, associada a um consumo consideravelmente baixo, provocado por diversos fatores como as temperaturas amenas, o fato de ser um dia tradicionalmente menos movimentado por conta do domingo, e também o feriado prolongado.

A combinação da intensa irradiação solar com uma demanda reduzida resulta em um cenário em que a geração de energia excede a demanda, apresentando um risco potencial para a estabilidade do sistema elétrico. Em particular, em dias assim, quando a micro e minigeração distribuída — que inclui a energia gerada por painéis solares instalados em residências — atinge níveis elevados, o ONS enfrenta o desafio de gerenciar uma situação de baixa demanda líquida, o que pode comprometer a segurança operacional do sistema.

Historicamente, episódios semelhantes já aconteceram, como no Dia dos Pais do ano passado, quando a sobrecarga do sistema devido ao excesso de energia gerada por sistemas solares quase causou um colapso momentâneo, evidenciando a fragilidade do controle que o ONS possui sobre essas fontes não convencionais de energia.

Para o domingo, o ONS orientou a diminuição da produção das usinas de geração centralizada, especialmente das grandes hidrelétricas que estão sob sua jurisdição. Quando essa capacidade de controle não é suficiente, como aconteceu em situações anteriores, a implementação do plano de gestão de excedentes se torna essencial. Este plano, que já foi previamente aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, permite que o ONS atue como um intermediário, solicitando que as distribuidoras reduzam a geração elétrica em suas áreas de concessão.

As usinas que serão afetadas incluem Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), usinas de biomassa, além de usinas eólicas e solares de menor porte, muitas das quais estão conectadas diretamente à rede de distribuição e não são diretamente controladas pelo ONS.

Em nota, a operadora enfatizou seu compromisso em monitorar e coordenar as operações do sistema elétrico, respondendo às demandas da sociedade e trabalhando continuamente para garantir a segurança e eficiência da rede, de acordo com os procedimentos vigentes. A situação atual reflete a nova realidade do setor elétrico, onde o ONS se mostra atento às mudanças e desafios na gestão da energia renovável.

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