ONG colombiana cobra informações sobre mercenários desaparecidos na Ucrânia e critica envolvimento de colombianos em conflitos internacionais.

A organização não governamental colombiana “As vozes dos que partiram” fez um apelo às autoridades ucranianas para obter informações sobre um grupo de 35 mercenários colombianos que estão desaparecidos na Ucrânia, onde supostamente lutavam ao lado das forças ucranianas. Patricia Mendigaño, diretora da ONG, destacou que há cerca de dois meses foi enviada uma lista contendo os nomes desses homens, mas a resposta da Procuradoria ucraniana sobre o início das buscas levou cerca de um mês para ser recebida.

Esse pedido de esclarecimento surge em um contexto de alarmantes relatos sobre a presença de colombianos no conflito, que se intensificou com a invasão russa em fevereiro de 2022. No início de maio, o presidente colombiano, Gustavo Petro, fez declarações preocupantes, afirmando que cerca de 7 mil colombianos estariam atuando como mercenários na Ucrânia e perdendo suas vidas em guerras que, segundo ele, não servem a nenhuma causa justa. Petro enfatizou que seu governo não pretende “exportar morte”, deixando claro um posicionamento ético quanto à participação de colombianos em conflitos internacionais.

Em meio a essa crise, Petro sancionou uma nova legislação que proíbe o mercenarismo, reforçando uma norma já existente aprovada pelo Congresso colombiano em 2025. A nova lei é um passo significativo no esforço da Colômbia para alinhar sua legislação a padrões internacionais, introduzindo mecanismos que visam prevenir e punir atividades relacionadas ao mercenarismo. Além disso, a legislação prevê sanções penais para aqueles que infringirem essa nova norma, bem como medidas práticas para limitar a participação de cidadãos colombianos em situações de combate fora do país.

O compromisso do governo colombiano de não apenas legislar contra o mercenarismo, mas também de promover o intercâmbio de informações e a assistência judicial em casos de mercenários, sinaliza uma preocupação maior com a proteção de seus cidadãos e com a integridade nacional. Assim, enquanto as autoridades buscam informações sobre os desaparecidos, a questão da participação colombiana em guerras estrangeiras continua a levantar debates sobre segurança, ética e responsabilidades governamentais.

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