Com 146 unidades operando em 17 estados, a empresa identificou que as cidades mais afetadas por cancelamentos e adiamentos foram Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, o Distrito Federal, Recife e Ribeirão Preto. Em resposta à crise, a Oncoclínicas formou uma força-tarefa que começará a trabalhar na regularização das sessões de quimioterapia, radioterapia e imunoterapia já na terça-feira seguinte. As equipes devem entrar em contato com os pacientes para confirmar novas datas para a realização dos procedimentos médicos.
Em declaração oficial, a Oncoclínicas orientou que os pacientes façam uso dos canais de atendimento disponíveis para esclarecer quaisquer dúvidas, ressaltando a importância de procurar suas unidades de referência para suporte.
A situação financeira da Oncoclínicas é preocupante, com um prejuízo de R$ 3,67 bilhões ao final de 2025 e uma dívida acumulada de R$ 3,2 bilhões. A empresa está atualmente aguardando uma decisão judicial sobre um pedido de proteção contra credores, enquanto busca estabilizar sua operação.
A aprovação do empréstimo de R$ 150 milhões foi uma decisão recente do Conselho de Administração, em colaboração com o fundo americano Mak Capital, que possui cerca de 6,31% das ações da empresa, em parceria com a gestora Lumina, que, por sua vez, não possui participação acionária na Oncoclínicas. Os recursos obtidos são exclusivos para a recompra de medicamentos, com o planejamento de uma normalização gradual nos próximos dias, o que visa garantir a continuidade dos tratamentos em toda a rede.
Como parte da garantia para essa operação de crédito, a Oncoclínicas ofereceu os pagamentos futuros que deverá receber de operadoras de planos de saúde, hospitais e seguradoras, numa tentativa de assegurar a estabilidade necessária para a superação deste momento crítico.






