O capitão de fragata Emanuel, com 27 anos de carreira, explicou que a comissão chamada Estado-Maior embarcado é responsável pelos exercícios bilaterais entre a Marinha dos EUA e os países anfitriões, que neste caso são sete no total. O Brasil, sendo o primeiro país a participar desta edição da Southern Seas, está servindo de exemplo para os próximos planejamentos de manobras ao longo da operação.
Para os oficiais, essa experiência é única, pois estão convivendo com pessoas de diferentes países e culturas, aprendendo e compartilhando conhecimentos profissionais, pessoais e culturais. A interação proporcionada pela operação também ajuda a melhorar a interoperabilidade da Marinha brasileira e fortalecer a capacidade de comunicação com forças navais de outras nações parceiras.
A viagem dos oficiais brasileiros começou em abril na Flórida, seguindo a tripulação do USS George Washington até o Peru, onde o desembarque está previsto para junho. O superporta-aviões americano, conhecido como GW, possui impressionantes características físicas e tecnológicas, incluindo dois reatores nucleares que garantem sua autonomia no mar.
Embora o Brasil não possua porta-aviões, o país opera o Atlântico, um porta-helicópteros que desempenha um papel estratégico na região. Enquanto o USS George Washington faz sua jornada pelos mares, o Atlântico está atualmente envolvido em operações humanitárias no Rio Grande do Sul, auxiliando a população afetada por uma tragédia climática.
Essa oportunidade de participar da operação Southern Seas é um marco na carreira dos oficiais brasileiros e representa uma importante cooperação entre as Marinhas do Brasil e dos Estados Unidos, contribuindo para o fortalecimento das relações bilaterais e para o aprimoramento das capacidades navais brasileiras.
