Oficiais brasileiros integram equipe internacional a bordo do superporta-aviões USS George Washington em missão pela América Latina.

Dois oficiais da Marinha do Brasil, Emanuel Ramos Ferreira e Rodrigo Moreira da Silva, foram selecionados para participar de uma missão única a bordo do superporta-aviões americano USS George Washington, que está atualmente realizando a terceira edição da operação Southern Seas na América Latina e no Caribe. Esta é a primeira vez que a operação, que é conduzida pelos Estados Unidos desde 2007 no Atlântico Sul, abre suas portas para uma comitiva estrangeira, contando com mais de 25 representantes de 13 países.

O capitão de fragata Emanuel, com 27 anos de carreira, explicou que a comissão chamada Estado-Maior embarcado é responsável pelos exercícios bilaterais entre a Marinha dos EUA e os países anfitriões, que neste caso são sete no total. O Brasil, sendo o primeiro país a participar desta edição da Southern Seas, está servindo de exemplo para os próximos planejamentos de manobras ao longo da operação.

Para os oficiais, essa experiência é única, pois estão convivendo com pessoas de diferentes países e culturas, aprendendo e compartilhando conhecimentos profissionais, pessoais e culturais. A interação proporcionada pela operação também ajuda a melhorar a interoperabilidade da Marinha brasileira e fortalecer a capacidade de comunicação com forças navais de outras nações parceiras.

A viagem dos oficiais brasileiros começou em abril na Flórida, seguindo a tripulação do USS George Washington até o Peru, onde o desembarque está previsto para junho. O superporta-aviões americano, conhecido como GW, possui impressionantes características físicas e tecnológicas, incluindo dois reatores nucleares que garantem sua autonomia no mar.

Embora o Brasil não possua porta-aviões, o país opera o Atlântico, um porta-helicópteros que desempenha um papel estratégico na região. Enquanto o USS George Washington faz sua jornada pelos mares, o Atlântico está atualmente envolvido em operações humanitárias no Rio Grande do Sul, auxiliando a população afetada por uma tragédia climática.

Essa oportunidade de participar da operação Southern Seas é um marco na carreira dos oficiais brasileiros e representa uma importante cooperação entre as Marinhas do Brasil e dos Estados Unidos, contribuindo para o fortalecimento das relações bilaterais e para o aprimoramento das capacidades navais brasileiras.

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