Bortnikov apontou que, de acordo com informações disponíveis, a Ucrânia possui as capacidades técnicas para criar uma bomba suja, que consiste em uma combinação de materiais explosivos e isótopos radioativos. Segundo o oficial russo, essa arma seria destinada a causar uma catástrofe em grande escala, provocando contaminação radioativa em um amplo raio após a detonação.
Igor Kirillov, chefe das Tropas de Defesa Radiológica, Química e Biológica das Forças Armadas da Rússia, também corroborou as afirmações de Bortnikov, indicando que funcionários do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) estão sendo treinados para manusear essa tecnologia de forma a maximizar seu impacto em áreas densamente povoadas. Essa situação, segundo Kirillov, levanta sérias preocupações sobre a segurança na região e a possibilidade de escalada da tensão militar.
Além disso, Bortnikov caracterizou a Ucrânia como um “laboratório geopolítico” do Ocidente, onde novas estratégias são testadas com o objetivo de minar a segurança da Rússia e de outras nações na área pós-soviética. Ele argumentou que a Ucrânia agora funciona como um mercado negro de armas, com transferências de armamentos sendo constantemente realizadas para outras regiões em crise.
A análise de Bortnikov sugere que mudanças na liderança política dos Estados Unidos, como a eventual vitória de Donald Trump, não necessariamente alterarão a postura bélica em relação à Ucrânia. Para ele, as recentes permissões para que o governo ucraniano lance ataques com mísseis em território russo já são um prenúncio de uma crescente escalada do conflito na região.





