Abandono Alarmante na Vila Olímpica Mário Covas: Pista de Atletismo Paralisada e em Degradação
A construção da pista de atletismo na Vila Olímpica Mário Covas, situada na zona oeste de São Paulo, encontra-se paralisada há nove meses, apresentando apelos visíveis de abandono. Materiais de construção estão expostos às intempéries, aliciando a deterioração, e colônias de morcegos ocuparam o local, tornando-se um símbolo desta inação.
Iniciadas em agosto de 2022, as obras foram orçadas em R$ 40,3 milhões. Após a liberação de cerca de R$ 37 milhões à empresa responsável, a Recoma, a Secretaria Estadual de Esportes decidiu rescindir o contrato de forma unilateral. A empresa afirmou ter concluído 80% dos serviços até o momento da rescisão. A controvérsia aumentou quando a Secretaria anunciou que, para finalizar a obra, um novo convênio seria lançado, com um investimento adicional de R$ 24,7 milhões. Com isso, o custo total do projeto deve ultrapassar R$ 61 milhões, uma elevação significativa que gerou críticas.
A justificação para o aumento do custo reside na necessidade de reestruturação total da pista, prevista para englobar aproximadamente 30% do investimento total, além da necessidade de atualização dos preços, uma vez que o contrato original se baseava em dados de fevereiro de 2022, enquanto o novo orçamento considera preços de maio de 2025.
O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) suspendeu o novo processo licitatório, alegando possível desperdício dos recursos já aplicados. A Secretaria de Esportes se comprometeu a atender as recomendações do órgão e analisar as alterações necessárias antes de dar prosseguimento ao novo contrato.
Recentemente, um representante da Recoma informou ao público que a empresa possui a capacidade técnica para finalizar os 20% que restam da obra, afirmando que isso poderia ser feito em um prazo de seis meses e pelo valor previamente acordado de R$ 50 milhões. Essa proposta é significativa, considerando que a nova licitação sugere um prazo de 18 meses.
O abandono da obra ressalta um contraste com a funcionalidade da Vila Olímpica Mário Covas, que permanece ativa e atraente para a população, especialmente nos fins de semana. No entanto, a instalação revela problemas, tais como a deterioração de campos de futebol e quadras de basquete, indicando que, embora a vila esteja em uso, os investimentos em manutenção são claramente insuficientes.
A área da construção da pista de atletismo, inacessível ao público, apresenta um cenário desolador, com vegetação crescendo onde antes estava o projeto em andamento. Materiais de construção, como lâminas de vidro, estão em risco de deterioração, expostos à chuva e intempéries.
Um breve passeio pelas instalações revela um quadro de abandono: uniformes, equipamentos de segurança e até mesmo um tubo de álcool em gel deixados para trás, cobertos pela poeira e testemunhando a falta de cuidado com a obra. Em meio a esse cenário preocupante, a população aguarda respostas e soluções efetivas que possam resgatar a esperança em infraestrutura pública voltada para o esporte e lazer.
