No ofício, a OAB fez um apelo para que essa restrição não interfira na comunicação entre Flávio e Jair Bolsonaro, enfatizando que o senador também atua como advogado do ex-presidente. Em sua decisão, Moraes exigiu que a defesa esclarecesse, em um prazo de 48 horas, se Jair Bolsonaro tinha conhecimento prévio da divulgação da carta em questão. O caso foi ainda encaminhado ao procurador-geral eleitoral para a análise de possível propaganda eleitoral antecipada.
Flávio Bolsonaro, ao comentar a decisão, expressou preocupação com o que considera uma tentativa de interferência nas próximas eleições e anunciou que buscaria apoio da OAB para garantir suas prerrogativas como advogado. Ele destacou que, como defensor do ex-presidente, deveria ter o direito de se comunicar livremente, independente das restrições impostas.
No ofício enviado ao STF, a OAB informou que a representação foi apresentada por Flávio, enfatizando que ele não é apenas um familiar, mas um advogado habilitado na defesa de Jair Bolsonaro. A entidade rechaçou discussões sobre o mérito da decisão, focando exclusivamente na defesa das prerrogativas da advocacia. A OAB reiterou a importância do artigo 7º, inciso III, do Estatuto da Advocacia, que assegura aos advogados o direito de comunicar-se com seus clientes em situação de custódia.
A OAB pedindo que Moraes assegure o direito à comunicação pessoal e reservada entre Flávio e Jair Bolsonaro, ressalta a necessidade de que essa comunicação seja garantida, mesmo que respeitadas as condições e determinações judiciais em vigor. A manifestação da OAB é considerada institucional, sem pretensões de interferir nas decisões judiciais, mas focando na proteção das prerrogativas da profissão.
