Segundo Moraes, a análise dos dados encontrados no telefone celular de Cid revelou indícios de desvio de bens de alto valor patrimonial que foram entregues a Bolsonaro por autoridades estrangeiras ou por agentes públicos a seu serviço. Além disso, esses indícios mostram que houve uma posterior ocultação da origem, localização e propriedade desses valores. De acordo com o ministro, essas descobertas revelam novos fatos e também agentes envolvidos nesse possível esquema.
Moraes defende a incomunicabilidade entre os investigados, alegando que ela é absolutamente necessária para a conveniência da instrução criminal. Isso se deve ao fato de que existem diversos fatos que ainda precisam ser esclarecidos, e esses esclarecimentos dependem do término das medidas investigativas. É especialmente importante analisar o material apreendido e ouvir todos os agentes envolvidos.
Além de Mauro Cid, a proibição de comunicação emitida por Moraes também atinge outras pessoas. Luís Marcos dos Reis, Ailton Gonçalves Moraes Barros, João Carlos de Sousa Brecha e Max Guilherme Machado de Moura estão incluídos nessa decisão. Não foram divulgados detalhes sobre o envolvimento dessas pessoas nessa investigação.
Essa decisão do ministro Moraes mostra que as investigações em relação às joias recebidas por Bolsonaro estão avançando. A proibição de comunicação entre o ex-presidente e seu ex-ajudante de ordens reflete a seriedade do caso e a importância de se preservar a integridade das investigações. Afinal, é necessário esclarecer todos os fatos e responsabilizar os agentes envolvidos, caso se comprove a existência de irregularidades.
Conforme novas informações forem sendo divulgadas sobre essa investigação, será possível entender melhor a extensão dos possíveis desvios e a participação de cada um dos envolvidos. Por enquanto, é fundamental aguardar a conclusão das medidas investigativas para que todos os detalhes venham à tona.






