O ministro Moraes decreta proibição de qualquer contato entre Bolsonaro e Mauro Cid. Medida vista como ação drástica.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou uma decisão importante relacionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao seu ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que está atualmente preso no Batalhão da Polícia do Exército. Moraes proibiu qualquer tipo de comunicação entre os dois, dentro do contexto de uma investigação que apura crimes envolvendo joias recebidas por Bolsonaro de autoridades estrangeiras.

Segundo Moraes, a análise dos dados encontrados no telefone celular de Cid revelou indícios de desvio de bens de alto valor patrimonial que foram entregues a Bolsonaro por autoridades estrangeiras ou por agentes públicos a seu serviço. Além disso, esses indícios mostram que houve uma posterior ocultação da origem, localização e propriedade desses valores. De acordo com o ministro, essas descobertas revelam novos fatos e também agentes envolvidos nesse possível esquema.

Moraes defende a incomunicabilidade entre os investigados, alegando que ela é absolutamente necessária para a conveniência da instrução criminal. Isso se deve ao fato de que existem diversos fatos que ainda precisam ser esclarecidos, e esses esclarecimentos dependem do término das medidas investigativas. É especialmente importante analisar o material apreendido e ouvir todos os agentes envolvidos.

Além de Mauro Cid, a proibição de comunicação emitida por Moraes também atinge outras pessoas. Luís Marcos dos Reis, Ailton Gonçalves Moraes Barros, João Carlos de Sousa Brecha e Max Guilherme Machado de Moura estão incluídos nessa decisão. Não foram divulgados detalhes sobre o envolvimento dessas pessoas nessa investigação.

Essa decisão do ministro Moraes mostra que as investigações em relação às joias recebidas por Bolsonaro estão avançando. A proibição de comunicação entre o ex-presidente e seu ex-ajudante de ordens reflete a seriedade do caso e a importância de se preservar a integridade das investigações. Afinal, é necessário esclarecer todos os fatos e responsabilizar os agentes envolvidos, caso se comprove a existência de irregularidades.

Conforme novas informações forem sendo divulgadas sobre essa investigação, será possível entender melhor a extensão dos possíveis desvios e a participação de cada um dos envolvidos. Por enquanto, é fundamental aguardar a conclusão das medidas investigativas para que todos os detalhes venham à tona.

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