Dino afirmou que não é crível que houvesse esse comércio inusitado de bens, com circulação de valores, sem que Bolsonaro tivesse ciência disso. Ele ressaltou que há indícios consistentes que apontam para a responsabilidade do ex-presidente, indo além dos seus assessores. O ministro também mencionou que a Polícia Federal já reportou ao Supremo Tribunal Federal a existência de indícios de autoria e materialidade de crime por parte de Bolsonaro.
Apesar de considerar a prisão como uma possibilidade, Dino ressalta que essa decisão vai depender da disposição do STF. Afinal, apenas o tribunal tem o poder de determinar a prisão de um ex-presidente da República. Enquanto isso, aliados do governo Lula enxergam uma oportunidade para indiciar Bolsonaro por quatro possíveis crimes, levando em consideração as acusações feitas pelo hacker da Vaza Jato, Walter Delgatti Netto, durante seu depoimento à CPI do 8 de janeiro.
Os crimes pelos quais Bolsonaro pode ser enquadrado são: golpe de Estado, escuta telefônica ilegal, participação no crime de autoacusação falsa e participação, por indução, no delito de “incitação ao crime”. As penas máximas para esses crimes, somadas, podem chegar a 18 anos de prisão.
É importante ressaltar que essa discussão sobre a possível prisão de Bolsonaro é uma questão bastante polêmica e que ainda precisa ser analisada com cautela. As acusações estão em curso e é necessário aguardar o desenrolar dos fatos para se chegar a conclusões definitivas sobre a responsabilidade do ex-presidente. Tudo isso ainda está sob o julgamento do STF e somente após uma análise minuciosa das provas é que se poderá tomar uma decisão sobre uma possível prisão.






