Enquanto o futebol teve 9.550 horas de exposição em 2015, a maior parte na TV aberta, as outras três modalidades somam 3.738 horas, segundo o Ibope Repucon

Os números são do Ibope Repucom e contam as horas de transmissão em sete canais abertos, seis fechados e pay-per-view em todo o ano. Se for considerada apenas a TV aberta, a mais popular, o futebol tem sete vezes mais tempo de exposição do que os três juntos.
A televisão tem impacto direto no orçamento dos esportes. Os direitos de transmissão superaram R$ 1,3 bilhão em 2015 para os 20 clubes da primeira divisão do Campeonato Brasileiro. A CBF, com a Seleção Brasileira, faturou outros R$ 112,5 milhões.
Os valores das confederações olímpicas com TV são ínfimos na comparação com o futebol. A CBV (vôlei) recebeu R$ 6,7 milhões em 2015. A CBB (basquete), R$ 1,1 milhão. E a CBT (tênis), a despeito de ter ainda mais tempo na TV fechada do que o vôlei e o basquete, nada.
A TV afeta, indiretamente, outras receitas. As confederações mostram números sobre visibilidade quando tentam convencer empresas a patrocinar. Menos exposição leva a menos patrocínios. Com menos dinheiro, os dirigentes investem menos, o esporte fica mais frágil, o interesse do público diminui, a mídia também.
epoca.globo.com
