Nesta segunda-feira (7), Netanyahu visitou a Casa Branca em Washington D.C. para se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A visita do premiê israelense aos Estados Unidos é parte de uma movimentação global do campo nacionalista que tem sido observada recentemente.
No entanto, o silêncio das elites europeias diante da presença de um acusado pelo TPI nos corredores do poder mundial levanta questionamentos sobre a defesa dos direitos humanos. Especialistas em relações internacionais e direito destacam a dissonância entre as intenções e a realidade do Tribunal Penal Internacional.
Priscila Caneparo, pós-doutora em direito internacional, explica que o TPI foi criado para julgar pessoas que tenham cometido crimes contra a humanidade, genocídio, crimes de guerra e crime de agressão. No entanto, falta uma efetiva cooperação entre os Estados para fazer valer as decisões do tribunal.
Eduardo Manuel Val, professor associado de direito internacional, ressalta que o TPI tem sido mais eficaz em processar líderes de países do Sul Global, em detrimento de líderes de grandes potências. A recente acusação de genocídio contra Netanyahu e seu gabinete de guerra israelense gerou controvérsia, revelando uma seletividade na aplicação da justiça internacional.
A relação entre o TPI e a ONU também levanta questionamentos. Enquanto o TPI não está diretamente ligado à ONU, a Corte Internacional de Justiça, localizada em Haia, tem forte vinculação com o Conselho de Segurança da ONU. A colaboração entre essas instituições é fundamental para garantir a eficácia da justiça internacional.
No entanto, a criação do TPI em 1998, segundo Luiz Felipe Osório, professor de relações internacionais, tem sido vista como uma armadilha para os inimigos do bloco ocidental. A seletividade e a demora na aplicação da justiça internacional levantam dúvidas sobre a eficácia e imparcialidade do Tribunal Penal Internacional.







