O crescimento significativo do lucro foi impulsionado principalmente pela robustez da carteira de crédito da empresa. A margem financeira líquida da instituição, que reflete os ganhos obtidos com empréstimos após a contabilização de perdas, subiu de 9,5% para 12,4% em apenas três meses. Diferente de outros grandes bancos que têm se afastado do crédito sem garantia devido ao aumento das taxas de juros, o Nubank adotou uma abordagem oposta, ampliando sua oferta de produtos mais rentáveis e contando com uma estrutura operacional mais enxuta.
A carteira total de crédito do Nubank atingiu impressionantes US$ 39,4 bilhões, representando um crescimento de 37% em um ano. Embora os atrasos nos pagamentos acima de 90 dias tenham aumentado para 6,9%, a companhia considerou essa elevação dentro das suas expectativas, além de registrar uma redução de 9% no custo do crédito na mesma faixa temporal. Esse resultado positivo foi suficiente para levar as ações a alcançarem suas máximas do ano.
Por outro lado, a Stone apresentou uma performance desastrosa na mesma semana, com ações que caíram 6,65% somente na sexta-feira, totalizando uma queda de quase 10% ao longo da semana. Essa desvalorização contrasta com a trajetória ascendente da Nu Holdings e reflete preocupações com seu gerenciamento de crédito, já que o custo de risco da empresa se manteve elevado.
Além disso, outras fintechs como PagBank e PicPay também enfrentaram desafios semelhantes, com quedas nas suas ações. O PagBank teve um recuo de 4,70%, enquanto o PicPay viu suas ações caírem 4,44%. A XP Inc. e o Inter também tiveram dias negativos, refletindo um clima de cautela entre os investidores do setor.
No cenário mais amplo, as bolsas norte-americanas fecharam a semana sem uma direção definida, com o S&P 500 apresentando um leve aumento de 0,4%, enquanto o Dow Jones caiu 0,6%. Esses movimentos estiveram associados a fatores como tensões geopolíticas e preocupações com o consumo, que levaram economistas a reavaliar as projeções de crescimento econômico dos Estados Unidos. Essa incerteza no mercado pode se transformar em um dilema político, especialmente com as próximas eleições de meio de mandato se aproximando, mostrando um quadro complexo para as fintechs e o mercado em geral.




