Novos Nomes na “Lista Suja”: 169 Empregadores, incluindo Amado Batista e BYD, São Acusados de Trabalho Análogo à Escravidão pelo Ministério do Trabalho.

Recentemente, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou a inclusão de 169 novos empregadores no Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido popularmente como a “Lista Suja”. Com isso, o total de nomes no registro chega a 613. É importante esclarecer que essa inclusão não necessariamente implica em resgates de trabalhadores, mas sim em um registro das irregularidades cometidas nas práticas laborais.

Essa lista é uma iniciativa do governo destinada a oferecer maior transparência às ações de combate ao trabalho escravo no Brasil. O processo envolve a atuação conjunta de diversas entidades, como a Auditoria Fiscal do Trabalho (AFT), a Polícia Federal (PF), o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU), entre outras forças policiais. As inserções no cadastro somente ocorrem após a conclusão de um processo administrativo, e os nomes permanecem na lista por um período de dois anos. No entanto, é possível que um empregador seja retirado da lista antes desse prazo caso consiga firmar um acordo de regularização com o MTE.

Entre os novos nomes registrados na lista, destaca-se o cantor Amado Batista. O artista foi autuado em duas ocasiões em 2025, em Goianápolis (GO), por irregularidades em seus sítios. Um deles, o Sítio Esperança, tinha dez trabalhadores, enquanto o Sítio Recanto da Mata contava com quatro. Em resposta às alegações, a assessoria de Amado Batista sustentou que não houve resgate de funcionários em suas propriedades, e todos os trabalhadores seguem em atividade normal.

Outro caso relevante é o da montadora chinesa BYD, que também foi incluída na lista após a rescisão do contrato com uma empreiteira contratada que submeteu 163 operários a condições degradantes em Camaçari (BA). Os trabalhadores foram resgatados durante uma operação do MPT, e as condições de alojamento na obra foram consideradas inadequadas, levando à interdição de parte do canteiro. A BYD informou que está colaborando com as autoridades e já tomou medidas para solucionar as irregularidades.

Em relação ao caso de Amado Batista, sua assessoria também mencionou que um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) foi firmado para regularizar as situações encontradas, e que todas as obrigações trabalhistas foram devidamente saldadas. Entretanto, não se pronunciaram sobre a situação dos dez trabalhadores do Sítio Esperança, limitando-se a afirmar que a nota oficial é clara e desconsiderando a existência de qualquer irregularidade. A inclusão desses empregadores na lista evidencia a continuidade da luta contra o trabalho escravo no Brasil e a necessidade de um olhar atento sobre as condições laborais de muitos trabalhadores.

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