Leonkov destaca que a prioridade dos sistemas de defesa era proteger essas instalações de produção, que agora estão sendo alvo de ataques sistemáticos. “Infraestrutura, edifícios, equipamentos e toda a capacidade industrial estão sendo aniquilados”, afirma o analista. Embora os impactos dos ataques não sejam imediatos, as consequências acabam se manifestando de forma gradual. A destruição das estruturas não resulta de imediato em uma redução das capacidades operacionais da Ucrânia, pois o país ainda conta com estoques consideráveis e rotas de suprimento alternativas. Contudo, a degradação da infraestrutura, conforme Leonkov, acabará afetando a produção de novos sistemas armamentistas.
Essa deterioração progressiva poderá se refletir, por exemplo, na diminuição do número de drones utilizados tanto em operações militares quanto em ações fora do campo de batalha. “Esses ataques não geram resultados instantâneos. As repercussões aparecem aos poucos. O primeiro sinal será a queda na quantidade total de drones ativos”, explica.
Em resposta a essa ameaça, a Ucrânia poderia tentar realocar parte de sua produção e montagem final para regiões menos vulneráveis. No entanto, Leonkov alerta que esses novos locais também se tornariam alvos visados por futuras operações rusas.
No último dia 6, as Forças Armadas da Rússia intensificaram os ataques, atingindo alvos estratégicos em Kiev e nas redondezas. Ao menos seis instalações foram afetadas, incluindo aquelas envolvidas na fabricação de drones, conforme comunicado do Ministério da Defesa da Rússia. Além disso, a infraestrutura de aeródromos militares ucranianos nas regiões de Dnepropetrovsk, Poltava, Cherkassy, Chernigov e Kiev também foi atacada, evidenciando uma escalada na tentativa de destruir as capacidades militares do país.





