A proposta, atualmente sob análise na Câmara dos Deputados, estipula que os rótulos informem não apenas se os produtos estão dentro dos limites máximos de resíduos permitidos pela legislação vigente, mas também alertem os consumidores sobre os potenciais riscos à saúde humana associados às substâncias identificadas. Mandel critica a rotulagem atual, que considera insuficiente, destacando que as informações disponíveis para o consumidor são limitadas e não priorizam a transparência necessária.
Um dos pontos mais relevantes levantados pelo deputado é a vulnerabilidade das famílias de baixa renda e das comunidades periféricas, que são frequentemente expostas a esses químicos sem ter acesso a alternativas seguras. Ele argumenta que a transparência proposta na rotulagem é uma forma de empoderar esses grupos, proporcionando-lhes a informação necessária para fazer escolhas mais seguras. A proposta visa, portanto, criar um mecanismo de proteção social que priorize a saúde pública, especialmente para aqueles que possuem menos recursos.
Além disso, estudos de vigilância sanitária citados pelo parlamentar demonstram a presença de substâncias que podem provocar efeitos crônicos, como distúrbios neurológicos e um aumento no risco de câncer, mesmo em alimentos que cumprem os limites legais. Para Mandel, ao oferecer informações mais detalhadas, espera-se incentivar os fornecedores a adotarem práticas produtivas mais sustentáveis e seguras.
O rito de tramitação do projeto envolve a análise inicial nas comissões de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça, seguindo um caráter conclusivo. A proposta precisa ser aprovada por ambas as casas do Congresso Nacional e sancionada pela Presidência da República para se tornar lei efetiva. A expectativa é que essa medida represente um avanço significativo na proteção dos consumidores brasileiros.
