Uma das principais inovações diz respeito à eliminação da baliza como etapa obrigatória e eliminatória do exame prático. De acordo com o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, o tradicional teste de estacionamento em lateral foi substituído por uma simples manobra de estacionamento ao final do percurso, passando a não ser mais o foco central da avaliação. Essa mudança busca reduzir a pressão sobre os candidatos e valorizar, acima de tudo, a capacidade de condução segura no trânsito real.
Além disso, os critérios de avaliação foram ampliados e agora incluem aspectos como atenção, domínio do veículo, respeito às regras de trânsito e controle emocional do condutor. Isso representa uma mudança significativa no que se considera uma boa direção, ao se afastar da mera execução de manobras mecânicas e valorizar uma postura mais consciente e responsável ao volante.
Outro ponto relevante é a reformulação das condições para reprovação. Agora, apenas infrações claramente previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) levarão à eliminação do candidato. Erros considerados leves, como a falha em manter o carro ligado, não resultarão mais em reprovamento automático, contanto que não comprometam a segurança da condução. Essa abordagem mais flexível visa promover uma avaliação mais justa e centrada nas competências que realmente importam para a segurança no trânsito.
Essas mudanças prometem não só facilitar o acesso à CNH, mas também preparar motoristas para os desafios do trânsito contemporâneo, incentivando uma condução mais segura e consciente. Com esse novo manual, a Senatran espera que o número de motoristas mais bem preparados cresça, impactando positivamente a segurança nas vias brasileiras.
