A cúpula do Novo criticou a decisão de Zema de divulgar um vídeo sobre a polêmica, apontando que tal ato foi “precipitado” e gerou “ruídos desnecessários nas alianças que já estavam estabelecidas”. A nota enfatizou que posicionamentos públicos desse tipo precisam ser discutidos anteriormente com a convenção nacional do partido, algo que, segundo eles, não ocorreu neste caso específico. Essa situação evidencia a complexidade das relações políticas e a necessidade de coesão nas estratégias, especialmente em um ano eleitoral.
Ainda assim, o diretório paranaense do Novo assegurou que a parceria entre o PL e o Novo “permanece sólida”, unida pela frente opositora ao PT e ao que chamam de “ideário da esquerda”. Em outros estados, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul, alguns membros do Novo já defenderam a ideia de que Zema poderia ser um vice na chapa de Flávio Bolsonaro, visando fortalecer as alianças regionais entre as duas legendas.
O vídeo em questão, no qual Zema descreveu os áudios como “um tapa na cara do Brasil” e uma ação “imperdoável”, gerou reações adversas entre aliados de Flávio, como o ex-vereador Carlos Bolsonaro, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o senador Rogério Marinho, que não hesitaram em classificar Zema de “oportunista”.
Além disso, a crise envolvendo Flávio Bolsonaro se tornou uma arma política para a oposição. A ex-ministra e pré-candidata ao Senado, Gleisi Hoffmann, utilizou a situação para pressionar Sergio Moro e Dallagnol a se posicionarem sobre o caso do banco Master, destacando assim as complexidades e tensões em um cenário político já conturbado.





