No cerne da declaração conjunta do grupo está o apoio incondicional às decisões do Tribunal Penal Internacional (TPI), especialmente em relação aos mandados de prisão emitidos em novembro de 2024 contra o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, por seus papéis em ações militares na Faixa de Gaza. Estas ações, segundo o grupo, são vistas como violações flagrantes do direito internacional, levantando a necessidade de uma resposta global unificada.
O novo grupo de países, além de reafirmar seu suporte à Palestina, também cubriu estratégias de ação destinadas a terminar com a ocupação israelense. Entre essas ações, o grupo mencionou a intenção de impedir o fornecimento de armas para Israel e a proibição de atracação de navios que possam carregar combustível militar destinado a apoio logístico para as forças israelenses.
Aos demais países do mundo, o Grupo de Haia faz um apelo para que se unam a esta causa, ressaltando a importância de construir um sistema internacional baseado em normas de justiça e respeito ao direito internacional. O pedido é claro: é um chamado à ação, pedindo que todos os países façam uso de suas influências políticas e econômicas para contribuir de maneira eficaz na luta contra a ocupação da Palestina.
Com essa iniciativa, os integrantes do Grupo de Haia buscam não apenas o apoio internacional, mas também a implementação de um compromisso ético e legal que busque assegurar os direitos fundamentais dos palestinos e o fim das práticas que perpetuam a sua ocupação. Essa coalizão, portanto, se apresenta como um novo ator no complexo cenário geopolítico do Oriente Médio, que tem se mostrado cada vez mais conflituoso.
