Os jornadais e a população têm se questionado principalmente sobre a legislação em relação às ciclovias e às faixas destinadas a ônibus, as conhecidas BRS. O cenário se tornou ainda mais confuso para quem utiliza esses meios de transporte, como relatou o bombeiro aposentado Gilton Costa Santos, que frequentemente usa sua bicicleta elétrica. Ele questiona a lógica das novas regras, já que, dependendo da localização, pode ser necessário empurrar a bicicleta ao atravessar diferentes vias.
Outro ponto levantado pelos ciclistas refere-se à proibição da circulação de ciclomotores e autopropelidos nas vias com BRS. A mudança nas regras gerou confusão, pois inicialmente se permitia a permanência dos veículos junto à faixa azul de ônibus, mas a nova regulamentação trouxe restrições mais severas. Utilizadores como Jonathan Santos, empresário, observaram que andar ao lado de ônibus e carros a velocidades diferenciadas é arriscado e não apresenta uma solução clara para a mobilidade.
A fiscalização do cumprimento das novas normas será realizada por órgãos municipais responsáveis pela ordem pública e mobilidade, sem multas específicas mencionadas na legislação. No entanto, infrações que já existem no Código de Trânsito continuam a ser aplicadas, como no caso de ciclomotores que circularem indevidamente em ciclovias.
Além disso, a velocidade máxima permitida para bicicletas elétricas e patinetes nas ciclovias será de até 25 km/h, e é necessário seguir as regras gerais de tráfego, fundamentalmente mantendo-se à direita da via. Importante ressaltar que, a partir da atualização, os usuários desses veículos precisam de registro e licença, além da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para condução de ciclomotores e autopropelidos, requisitos que geram ainda mais dúvidas e preocupações entre os condutores.
Por fim, em relação à utilização de equipamentos de proteção, enquanto o uso de capacetes é altamente recomendado para bicicletas elétricas, ele é mandatório para ciclomotores e autopropelidos. Este ponto também despertou interesse entre os usuários, que expressaram preocupação com sua segurança nas vias cariocas.
Diante deste novo cenário, é crucial que a população esteja informada e que orientações claras sejam disponibilizadas para evitar desinformação e promover um ambiente mais seguro para todos os condutores.
