Novas Regras do MGI Permitirão Chamadas Temporárias de Até Três Vezes o Número de Vagas em Concurso Nacional Unificado

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) implementou mudanças significativas nas regras que regem a contratação temporária de pessoal, utilizando o banco de aprovados do Concurso Nacional Unificado (CNU). A nova portaria estabelece um limite no chamamento de candidatos temporários, fixando essa convocação em até três vezes o número de vagas anunciadas no edital. Por exemplo, se o concurso disponibilizou mil vagas para efetivos, poderão ser chamados até três mil candidatos em situações temporárias.

Essas diretrizes aplicam-se especificamente às edições do concurso que ocorrerão em 2024 e 2025. Além da limitação do número de convocados, a portaria, divulgada no Diário Oficial da União, determina que a seleção desses temporários deve respeitar as regras relacionadas à reserva de vagas, assim como os critérios de alternância e proporcionalidade já estabelecidos no Edital do Concurso Público Nacional Unificado.

Essa mudança no procedimento permite que órgãos e entidades federais chamem os aprovados listados para assumir vagas temporárias, garantindo que esses candidatos permaneçam, ao mesmo tempo, na fila de espera por ocupações efetivas. Essa medida, por sua vez, visa proporcionar agilidade na contratação de profissionais que possam atender à demanda por serviços públicos, ao passo que ainda respeita os direitos dos candidatos aprovados.

Adicionalmente, com a nova regra, os órgãos podem optar por realizar um processo seletivo simplificado para algumas funções temporárias antes de convocar candidatos da lista do CNU. Contudo, é importante ressaltar que, caso optem por essa metodologia, os aprovados nesse processo não podem ser contratados sem que antes sejam convocados os candidatos já aprovados no CNU, mantendo a norma que limita as contratações temporárias ao número estipulado.

Essas reformas têm como objetivo melhorar a gestão e a eficácia do uso de mão de obra temporária no serviço público, criando um ambiente mais dinâmico e adaptável às necessidades das instituições.

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