A estrutura de governança e gestão de riscos tornou-se fundamental para a sobrevivência das empresas nesse cenário adverso. O setor, antes composto por nove provedores, viu seu quadro encolher para apenas três: Gokei, JD e Tivit. As saídas de empresas como Stark Infra, MAPS e Topaz evidenciam a difícil realidade enfrentada pelas companhias menores e menos estruturadas, que não conseguiram atender aos novos padrões regulatórios.
O impacto da nova regulação foi imediatamente sentido por aqueles que até então operavam nos bastidores do sistema financeiro brasileiro, como os responsáveis pelo processamento de transações via Pix e TED. Enquanto algumas instituições estão procurando a internalização de operações como alternativas viáveis, a opinião de especialistas é de que o modelo de PSTI ainda possui espaço no mercado, especialmente para novos entrantes que carecem de recursos e expertise.
Euricion Murari, diretor de inovação da Associação Brasileira de Bancos, ressalta que o descredenciamento de algumas entidades é uma estratégia focada em uma governança mais robusta. Ele enfatiza que o Banco Central tomou medidas para assegurar a continuidade dos serviços, elevando os padrões de segurança também para os provedores de tecnologia. Um ponto importante mencionado é que a dificuldade de realizar a conexão direta com o sistema financeiro nacional mantém a relevância dos PSTIs, uma vez que as instituições menores podem ser sobrecarregadas por custos e complexidade técnica.
Enquanto o mercado se reconfigura, a diretora de operações da JD, Fernanda Jardim, observa que a empresa está se adaptando e ampliando sua estrutura para atender aos novos requisitos. Ela acredita que haverá uma diversificação nos modelos operacionais disponíveis, de acordo com as necessidades específicas de cada instituição. Essa dinâmica sugere que, apesar das dificuldades atuais, o setor pode emergir mais forte e preparado para os desafios que estão por vir, com um foco maior em segurança e eficiência.
No que diz respeito ao futuro dos PSTIs, é indiscutível que, embora o ambiente tenha mudado, as oportunidades de inovação e adaptação ainda estão presentes. As empresas que se ajustarem aos novos padrões de regulamentação e que demonstrarem resiliência provavelmente encontrarão um espaço sustentável nesse mercado em evolução.





