Entre as principais orientações, a AHA enfatiza a necessidade de ajustar a ingestão de calorias conforme o nível de atividade física. Isso implica em uma alimentação mais equilibrada, onde a variedade prevalece. Uma alta ingestão de frutas e vegetais é fortemente incentivada, assim como a escolha de grãos integrais sobre carboidratos refinados. Além disso, as fontes de proteína devem ser priorizadas, destacando-se opções vegetais, como leguminosas, além de frutos do mar e laticínios com baixo teor de gordura.
Outro ponto relevante é a ênfase no consumo de gorduras saudáveis, priorizando as insaturadas em detrimento das saturadas. A AHA também alerta para a necessidade de evitar alimentos ultraprocessados e a limitação de açúcares adicionados e sódio. Para adultos, recomenda-se uma moderação no consumo de álcool, ou até mesmo a abstenção total.
A entidade ainda sugere que as crianças a partir de um ano adotem desde cedo um padrão alimentar que favoreça a saúde do coração. Ao abordar o consumo de carne vermelha, é aconselhável optar por cortes magros e manter as porções sob controle, evitando produtos processados.
As novas diretrizes reforçam que uma dieta baseada em vegetais não precisa envolver a eliminação total de carnes e laticínios. Em vez disso, enfatiza-se a inclusão de uma maior variedade de alimentos vegetais, como frutas, verduras e grãos integrais, que trazem não apenas benefícios cardiovasculares, mas também contribuem para um microbioma intestinal saudável, auxiliam na perda de peso, reduzem a inflamação e minimizam o risco de diversas doenças, incluindo certos tipos de câncer.
Além disso, a AHA destaca uma série de alimentos vegetais ricos em proteínas que podem ser facilmente incorporados à dieta. Exemplos incluem o tempeh, o feijão preto e as lentilhas, que oferecem não apenas proteínas, mas também fibras e antioxidantes. A adição de sementes como chia e linhaça, bem como opções de nozes, também é recomendada por seus benefícios nutricionais.
A abordagem proposta pela AHA é, portanto, um convite a uma mudança de hábitos alimentares que, se adotada, poderá melhorar significativamente a qualidade de vida da população, promovendo uma saúde duradoura e eficaz.





