Nova Zelândia retira apoio a Infantino e pede revisão independente de gestão na Fifa após controvérsia sobre venda de direitos da Copa do Mundo.

A Nova Zelândia tomou uma decisão significativa ao retirar seu apoio à candidatura de Gianni Infantino para a reeleição como presidente da FIFA. A New Zealand Football (NZF) anunciou que não respaldará a continuidade do mandatário, que enfrenta polêmicas relacionadas ao Fifa Forward Enterprise Scheme (FFE), um projeto que previa a venda de 20% dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados, mas que acabou sendo abandonado.

Em seu comunicado, a NZF revelou a intenção de buscar uma revisão independente das decisões relacionadas ao desenvolvimento do FFE. De acordo com a entidade, foi constatado que as ações e decisões dentro da FIFA têm contribuído para a quebra de confiança e intensificado as divisões no cenário futebolístico internacional. Andrew Pragnell, diretor-executivo da NZF, enfatizou que a revisão é um passo essencial para restaurar a confiança na gestão do futebol mundial, afirmando que a entidade deseja evitar soluções simplistas que possam ser encontradas internamente.

Durante essa crise, várias confederações também se manifestaram, reforçando o pedido por uma análise independente das práticas da FIFA. Apesar das críticas, é importante ressaltar que Infantino ainda conta com o apoio de algumas confederações, como a Confederação Africana de Futebol (CAF) e a Conmebol, que também está ao lado do presidente na disputa por um quarto mandato nas eleições da FIFA, programadas para março.

O descontentamento com a atual gestão da FIFA não se limita à Nova Zelândia. Outras nações, embora pertencentes a confederações que apoiam Infantino, manifestaram opiniões divergentes, optando por apoiar sua reeleição, como México e Argentina, que se mantêm fiéis a suas respectivas confederações.

Por seu lado, a Confederação de Futebol da Oceania (OFC) recebeu com alívio a decisão da FIFA de abandonar a proposta do FFE, destacando a necessidade de revisar questões ligadas ao projeto. A OFC, ainda que não tenha se declarado oficialmente a favor de Infantino, optou por não retirar seu apoio ao presidente, reafirmando um compromisso com a transparência e reformas na governança do futebol.

Este cenário ilustra um momento de profunda reflexão e possíveis mudanças dentro da FIFA, à medida que associações-membros buscam fortalecer a governança, responsabilidade e transparência, essenciais para restaurar a confiança no futebol mundial.

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