Em seu comunicado, a NZF revelou a intenção de buscar uma revisão independente das decisões relacionadas ao desenvolvimento do FFE. De acordo com a entidade, foi constatado que as ações e decisões dentro da FIFA têm contribuído para a quebra de confiança e intensificado as divisões no cenário futebolístico internacional. Andrew Pragnell, diretor-executivo da NZF, enfatizou que a revisão é um passo essencial para restaurar a confiança na gestão do futebol mundial, afirmando que a entidade deseja evitar soluções simplistas que possam ser encontradas internamente.
Durante essa crise, várias confederações também se manifestaram, reforçando o pedido por uma análise independente das práticas da FIFA. Apesar das críticas, é importante ressaltar que Infantino ainda conta com o apoio de algumas confederações, como a Confederação Africana de Futebol (CAF) e a Conmebol, que também está ao lado do presidente na disputa por um quarto mandato nas eleições da FIFA, programadas para março.
O descontentamento com a atual gestão da FIFA não se limita à Nova Zelândia. Outras nações, embora pertencentes a confederações que apoiam Infantino, manifestaram opiniões divergentes, optando por apoiar sua reeleição, como México e Argentina, que se mantêm fiéis a suas respectivas confederações.
Por seu lado, a Confederação de Futebol da Oceania (OFC) recebeu com alívio a decisão da FIFA de abandonar a proposta do FFE, destacando a necessidade de revisar questões ligadas ao projeto. A OFC, ainda que não tenha se declarado oficialmente a favor de Infantino, optou por não retirar seu apoio ao presidente, reafirmando um compromisso com a transparência e reformas na governança do futebol.
Este cenário ilustra um momento de profunda reflexão e possíveis mudanças dentro da FIFA, à medida que associações-membros buscam fortalecer a governança, responsabilidade e transparência, essenciais para restaurar a confiança no futebol mundial.




