O conceito de soft power, que ganhou notoriedade nos anos 1990, refere-se à capacidade de um local influenciar e atrair pessoas não pela força, mas pelos seus ativos culturais, históricos, ambientais e institucionais. Neste estudo, a Firjan define soft power como a habilidade de um lugar de criar interesse por meio de suas ideias, cultura, valores e estilo de vida, convertendo características intangíveis em aspectos que agregam valor a produtos e serviços.
Segundo Julia Gama Zardo, especialista em Ambientes de Inovação da Firjan, Niterói se destaca tanto por seus indicadores quantitativos, como o PIB per capita e a quantidade de empresas por habitante, quanto por seus ativos intangíveis, como o crescimento da indústria criativa local. Em uma apresentação no evento “Caminhos de Niterói”, realizado na sede da Editora Globo, Zardo enfatizou que a cidade equilibra indicadores econômicos robustos com um dinamismo cultural notável.
Para a elaboração deste ranking, a Firjan considerou dez indicadores, que mesclaram dados quantitativos, como o PIB per capita e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com análises qualitativas sobre as características tangíveis e intangíveis da cidade. O estudo avaliou também a forma como o soft power tem sido integrado em produtos e serviços locais, além da interação entre diversos atores da comunidade.
Os principais ativos que contribuíram para esse posicionamento incluem a Universidade Federal Fluminense (UFF), o icônico Caminho Niemeyer, e o Museu de Arte Contemporânea (MAC), considerados pilares culturais de Niterói. Além disso, as belas lagunas de Piratininga e Itaipu são pontos de destaque em infraestrutura verde-azul, enquanto o polo offshore se apresenta como um vetor econômico estratégico, evidenciando a diversidade de Niterói e sua capacidade de atrair investimentos e visitantes.







