Nigéria oficializada como país parceiro do BRICS, enquanto Indonésia se torna membro pleno, fortalecendo ainda mais a cooperação do Sul Global.

O Ministério das Relações Exteriores anunciou oficialmente a adesão da Nigéria como país parceiro do BRICS, uma categoria que foi estabelecida durante a cúpula realizada no ano anterior na Rússia, com o objetivo de ampliar a abrangência do grupo.

Em um comunicado divulgado nesta sexta-feira, 17 de janeiro de 2025, o governo brasileiro, que está exercendo a presidência pro tempore do BRICS, revelou a inclusão da Nigéria como novo membro parceiro. Segundo a pasta ministerial, o governo brasileiro acolheu de forma positiva a decisão do governo nigeriano.

Com a entrada da Nigéria, o BRICS passa a contar com nove países parceiros, sendo eles: Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e agora a Nigéria. As razões para a escolha da Nigéria se baseiam em sua posição como o sexto país mais populoso do mundo e a maior nação do continente africano, além de ser uma das economias mais fortes da África.

Além disso, neste mesmo período, também foi oficializado o ingresso da Indonésia como membro pleno do BRICS. O governo brasileiro destacou a importância da adesão da Indonésia, que possui a maior população e a maior economia do Sudeste Asiático. O país asiático compartilha com os demais membros do BRICS o apoio à reforma das instituições de governança global e contribui para aprofundar a cooperação no Sul Global.

Com estes acréscimos ao grupo, o BRICS ganha mais força econômica e reforça seu papel de protagonista na busca por um mundo mais multipolar e inclusivo. Criada em 2006 pelos países Brasil, Rússia, Índia e China, a associação posteriormente recebeu a adesão da África do Sul em 2010 e vem expandindo sua influência ao longo dos anos.

Dessa forma, a presidência brasileira do BRICS em 2025 tem como foco fortalecer a cooperação no Sul Global para uma governança mais inclusiva e sustentável, reafirmando o compromisso do grupo com a melhoria das relações internacionais e o desenvolvimento econômico global.

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