Nicolás Maduro critica Brasil e EUA em discurso para apoiadores, alegando intervenção eleitoral estrangeira e comparando situações controversas.

Em meio a um discurso para seus apoiadores, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, fez uma indireta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao mencionar a postura do presidente Jair Bolsonaro em relação ao resultado da última eleição. Maduro afirmou que ninguém se meteu com o Brasil quando Bolsonaro contestou a eleição, insinuando que os “gringos” não têm moral para interferir nos assuntos de Caracas.

Durante seu discurso, Maduro comparou a oposição na Venezuela à “extrema direita fascista” e lembrou que Bolsonaro contestou o resultado eleitoral, entrando com recurso no Tribunal Supremo. No entanto, ele omitiu o fato de que o recurso do Partido Liberal (PL) de Bolsonaro foi rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e resultou em uma multa por má fé.

Ao mencionar a situação eleitoral no Brasil e na Venezuela, Maduro confundiu os tribunais ao sugerir uma semelhança entre os casos. Ele mencionou o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela e o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) como se fossem equivalentes ao TSE e ao Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil. No entanto, a situação nos dois países é bem diferente.

Enquanto a Venezuela enfrenta denúncias de fraude e uma reeleição contestada, o Brasil seguiu os trâmites legais e o ex-presidente Bolsonaro não recorreu ao STF para contestar o resultado das eleições. Além disso, Maduro também atacou o sistema eleitoral dos Estados Unidos, repetindo as alegações de fraude feitas pelo ex-presidente Donald Trump.

Diante dessas questões, fica clara a diferença entre os processos eleitorais em diferentes países e a importância de garantir a transparência e a legitimidade das eleições. A postura de Maduro em tentar justificar sua reeleição contestada reflete as tensões políticas e a falta de consenso internacional sobre os resultados.

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