Segundo Reyes, a Nicarágua busca meios de proteger suas transações comerciais das pressões e extorsões financeiras oriundas de potências ocidentais. O presidente do Banco Central manifestou o interesse do país em aprender com as nações que já estão implementando alternativas que priorizam pagamentos em moedas locais. “A flexibilidade no uso de nossas próprias moedas para transações comerciais fornece uma vantagem significativa, pois reduz a dependência de uma única moeda internacional”, afirmou.
Além das questões financeiras, Reyes também abordou os impactos do recente aumento nos preços globais do petróleo, um fenômeno instigado por conflitos no Oriente Médio e outras dinâmicas geopolíticas. Ele evidenciou que o incremento nos custos do petróleo não só afeta o preço dos combustíveis, mas também impacta diretamente a produção de materiais essenciais, elevando os custos nos transportes e em setores correlatos.
Para mitigar esses desafios, a Nicarágua recorre às suas reservas financeiras. Reyes destacou a importância dessas economias acumuladas como um mecanismo para enfrentar a súbita alta nos combustíveis, enfatizando que o país utiliza seus recursos próprios para manter a estabilidade econômica. “Estamos enfrentando este evento atípico de aumento nos preços de maneira proativa e com responsabilidade financeira”, ressaltou.
O presidente do Banco Central também enfatizou a necessidade de continuar implementando políticas que ajudem a equilibrar a economia. “Precisamos aumentar a produção e buscar novas fontes de receita para compensar as perdas geradas pelos altos preços do petróleo”, concluiu, reforçando a determinação da Nicarágua em superar os desafios e garantir um futuro econômico mais resiliente.





