Ancelotti tem priorizado, em suas formações, o esquema 4-2-4, utilizado nas últimas atuações do Brasil. Nesse modelo, Neymar poderia assumir o posto de Matheus Cunha, tornando-se o principal referência no ataque. Essa posição não só permitiria que Neymar circulasse livremente pelo campo, mas também o colocaria em melhor posição para criar jogadas, alinhando-se à sua habilidade de armar o jogo e se conectar com seus companheiros.
Além do 4-2-4, o treinador considera também a formação 4-2-3-1, onde Neymar poderia atuar como um falso 9, um papel que lhe confere liberdade para se movimentar entre os zagueiros adversários e criar superioridade numérica. Essa abordagem se assemelha ao que foi visto em sua passagem pelo Santos, onde ele floresceu ao flutuar pelo ataque, aproximando-se da bola e gerando oportunidades para infiltrações de seus colegas, como Vinícius Júnior e Raphinha.
Outro aspecto importante da nova estratégia é a adaptação do jogador, que tem passado por um processo de transformação em sua forma de jogar. Com várias lesões nos últimos anos, Neymar se afastou de uma postura puramente atacante nas beiradas do campo, adaptando-se para se destacar mais como armador. Isso foi evidente em sua participação na Copa do Mundo de 2022, onde ele mostrou um papel mais central na construção das jogadas.
Ancelotti enfatizou a importância do jogador na formação da equipe, ressaltando que, independentemente de ser titular ou reserva, Neymar traz um valor significativo ao grupo pela sua experiência e qualidade. A preparação oficial da Seleção começará em breve, e será nesse período que as ideias táticas do treinador serão mais claramente testadas. Neymar, ao que tudo indica, terá um papel fundamental, sendo cada vez mais um organizador dentro do campo e um elemento-chave na busca pelo sucesso na Copa do Mundo.





