Em uma decisão clara, o tribunal afirmou que “não houve crime de corrupção nos negócios nem fraude imprópria”. Essa explicação reforçou a análise de que a movimentação do jogador foi uma escolha estratégica do clube para garantir sua contratação, que posteriormente foi antecipada em relação ao que estava previsto inicialmente. O tribunal argumentou que os fatos apresentados pelo caso demonstraram a fragilidade das acusações.
A única parte que insistiu na alegação de fraude foi a empresa DIS, que possuía 40% dos direitos federativos de Neymar. A DIS havia recebido um pagamento de 6,8 milhões de euros durante a transação, mas alegou ter sido enganada, argumentando que não foi informada sobre um contrato de exclusividade assinado em 2011, o que poderia ter afetado suas oportunidades no processo de negociação.
Além de Neymar, os ex-presidentes do Barcelona, Sandro Rosell e Josep Maria Bartomeu, assim como um antigo dirigente do Santos, também foram absolvidos neste caso. Vale destacar que essa absolvição já havia sido proclamada em dezembro de 2022, mas a DIS apresentou um recurso, o que levou a uma revisão da decisão.
Com essa virada do caso, Neymar pode respirar aliviado, enquanto o Barcelona e seus dirigentes também se sustentam na legalidade de suas ações. O desfecho dessa trama não apenas encerra uma fase conturbada da carreira do jogador, mas também traz à luz as complexidades que cercam o mundo das transferências no futebol moderno e as disputas contratuais que frequentemente surgem nesse cenário competitivo.






