Negociações entre Brasil e EUA sobre tarifas seguem em andamento, afirma vice-presidente Geraldo Alckmin, destacando avanços nas exportações brasileiras.

O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, que também ocupa o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, anunciou na última sexta-feira que as negociações entre o governo brasileiro e os Estados Unidos ainda estão em andamento, com o objetivo de reverter ou pelo menos amenizar as tarifas elevadas impostas por Washington. Alckmin destacou que o intuito do governo brasileiro é ampliar as isenções sobre produtos nacionais exportados para o mercado norte-americano, especialmente após a recente decisão da administração do presidente Donald Trump de revogar parcialmente as tarifas previamente aplicadas.

Na semana anterior, a Casa Branca anunciou a isenção de tarifas que antes chegavam a 40% sobre certas categorias de produtos agrícolas provenientes do Brasil. Essa medida se aplica a uma variedade de itens, incluindo carne bovina fresca, produtos de cacau, café, algumas frutas, vegetais, nozes e fertilizantes. No entanto, ainda há alguns produtos brasileiros que permanecem sujeitos a tarifas, embora a situação tenha melhorado significativamente.

Alckmin comentou sobre a continuidade das negociações, afirmando que, apesar de não terem sido finalizadas, as conversas precisam avançar de forma mais rápida. A pauta inclui produtos como café solúvel, uvas, máquinas, motores e itens manufaturados, como calçados e vestuário. O otimismo é evidente, pois o vice-presidente revelou que as exportações brasileiras cresceram cerca de 9% em outubro, mesmo frente ao contexto de tarifas elevadas.

O vice-presidente também notou que, apesar da pressão das tarifas impostas por Trump, o Brasil se adaptou à nova realidade, aumentando suas relações comerciais com outros países. Segundo ele, na década de 1980, os Estados Unidos representavam 24% das exportações brasileiras, enquanto atualmente essa participação caiu para cerca de 12%. Isso demonstra uma busca pela diversificação do mercado, essencial para o fortalecimento econômico do país.

A ordem executiva assinada por Trump se aplica a produtos que entraram nos Estados Unidos após o dia 13 de novembro. A lista abrange diversos minérios e óleos minerais, além de uma série de artigos relacionados à indústria aeronáutica, destacando a complexidade das relações comerciais entre os dois países e a importância das negociações em curso. Longe de se encerrar, o processo de diálogo se mostra crucial para o futuro das exportações brasileiras.

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