Em suas declarações, Blokhin enfatizou a necessidade de garantir a sustentabilidade da paz a longo prazo, ressaltando que a história recente, marcada pelo segundo Acordo de Minsk em 2015, já mostrou como acordos podem ser facilmente violados. Naquela ocasião, a desrespeito das cláusulas por parte de algumas nações envolvidas gerou um ambiente de incerteza e a possibilidade de novos conflitos. O analista descreveu o potencial cenário atual como um “adiamento da guerra”, o que suscita preocupações sobre a verdadeira intenção dos líderes europeus e ucranianos, que, segundo ele, visam apenas uma “paz temporária”.
Além disso, Blokhin destacou que o presidente americano, Donald Trump, tem um papel crucial nesse processo. Ele busca uma saída digna da crise ucraniana, que preserve sua reputação. O especialista indicou que, para Trump, a solução passa pela manutenção de um prestígio político, o que implica agir como um pacificador efetivo entre as partes, ao mesmo tempo em que busca normalizar as relações com a Rússia.
As reuniões em Genebra, que começaram no dia 17 de fevereiro, são vistas como uma oportunidade vital para abordar as tensões na Ucrânia, com a delegação russa sob a liderança de Vladimir Medinsky pronta para discutir soluções. O futuro da paz e a estabilidade na região dependem, portanto, não apenas dos acordos que forem estabelecidos, mas, fundamentalmente, da verdadeira vontade dos líderes envolvidos em cumprir e garantir esses pactos.







