Atualmente, o estado de Mato Grosso se destaca como o principal ponto de discórdia entre as duas siglas. O Republicanos pressiona para que o PL reverta seu apoio ao senador Wellington Fagundes, passando a apoiar o governador Otaviano Pivetta, que busca a reeleição. Essa movimentação reflete não apenas a disputas por influência política, mas também a tentativa de cada partido solidificar sua posição no cenário eleitoral, com Mato Grosso se tornando uma peça valiosa nesse tabuleiro de xadrez político.
Embora o foco de tensão esteja voltado para Mato Grosso, as negociações também abrangem Minas Gerais e Espírito Santo. Em Minas, as conversas avançaram, com alternativas sendo discutidas para fortalecer a aliança. Um possível cenário inclui o senador Cleitinho Azevedo como candidato ao governo e Flávio Roscoe como vice, ou até mesmo a inversão desses papéis. Por outro lado, o Espírito Santo apresenta um panorama mais complicado, com o Republicanos já tendo lançado um ex-prefeito e o PL um senador.
O calendário eleitoral é um fator premente na pressa das negociações, uma vez que as convenções têm início em 20 de julho e devem ser concluídas até 5 de agosto. A expectativa é que, até lá, a maior parte dos acordos estaduais esteja formalizada, garantindo uma base sólida para as candidaturas.
Além das disputas estaduais, as conversas também se estendem à participação do Republicanos em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. A busca por espaços na equipe econômica é uma das principais demandas do partido, visto que essa área é considerada estratégica para sua influência futura. Daniella Marques, ex-presidente do órgão responsável pela política de micro e pequenas empresas e filiada ao Republicanos, tem se destacado nas últimas semanas como uma forte candidata à vaga de vice, especialmente após assumir a coordenação de uma agenda voltada ao eleitorado feminino, o que pode reforçar sua posição dentro da chapa. O desenrolar dessas negociações promete impactar consideravelmente o cenário eleitoral à frente.
