Nego Di, ex-BBB, é condenado a 14 anos de prisão por estelionato e lavagem de dinheiro; esposa também recebe pena por crimes relacionados.

O ex-participante do Big Brother Brasil, Nego Di, foi recentemente condenado a uma pena severa de 14 anos e seis meses de prisão em regime fechado, decisão proferida pela Justiça em 23 de outubro. O humorista foi considerado culpado pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e uso de documento falso. Além disso, ele enfrenta uma condenação adicional de um ano e quinze dias em regime semiaberto, devido à manutenção de uma loteria ilegal.

A situação de Nego Di se complica ainda mais com a condenação de sua esposa, Gabriela Vicente de Sousa, que foi sentenciada a cumprir 8 anos e 4 meses de reclusão, também em regime fechado, pelo crime de lavagem de dinheiro. Ambos estavam envolvidos em um esquema que, segundo informações do Ministério Público do Rio Grande do Sul, revolucionou o conceito de fraudes em lojas virtuais.

Em um caso que envolveu 64 vítimas, Nego Di e seu sócio, Anderson Boneti, estariam gerando lucros indevidos através da venda de produtos na loja virtual “Tá di zueira”, sem jamais entregar os itens pagos pelos clientes. A denúncia aponta que os produtos eram anunciados com preços promocionais, criando um atrativo enganoso. A dupla recebia pagamentos por depósitos bancários, mas os produtos nunca eram enviados, caracterizando um esquema orquestrado de fraude.

A Promotoria detalha que o ex-BBB usou sua imagem pública para conferir credibilidade à loja, atraindo clientes que esperavam receber seus produtos após o pagamento. Muitos dos clientes realizaram depósitos de valores elevados, que variavam de R$ 599,90 a mais de R$ 2.400, especialmente pela compra de eletrônicos, como aparelhos de ar-condicionado e televisores.

O prejuízo total contabilizado até o momento gira em torno de R$ 338.714. Contudo, a quebra de sigilo bancário da empresa revelou movimentações financeiras superiores a R$ 5 milhões, o que levanta suspeitas quanto à potencial dimensão do esquema fraudulento.

A defesa de Nego Di ainda não se manifestou publicamente sobre as condenações, e o caso segue em destaque, gerando discussões sobre os limites da responsabilidade de influenciadores digitais em negócios virtuais e a proteção ao consumidor.

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