Os relatos dos viajantes que estavam a bordo revelaram um cenário de desespero e confusão. De acordo com uma passageira que preferiu permanecer anônima, muitos sentiram como se o navio estivesse à beira de afundar. A água invadiu as cabines, e corredores ficaram completamente alagados. “As pessoas corriam desesperadas, e havia idosos e crianças chorando. Foi uma experiência aterrorizante”, descreveu.
Um economista de Pernambuco, Marcelo Barros, que estava viajando com sua família, compartilhou sua angústia. O pânico começou por volta das 7h45, quando camareiros bateram à porta para alertar sobre um possível incêndio. “No momento em que percebemos que a água estava entrando, foi um terror absoluto. Imaginar que estávamos no décimo andar e os andares inferiores poderiam já estar submersos aumentou nossa angústia”, relatou ele.
O estado de confusão na embarcação foi agravado pela falta de informações claras nos momentos iniciais do incidente, o que gerou ainda mais insegurança entre os passageiros. Embora o susto tenha sido grande, felizmente não houve registro de feridos durante o episódio.
As autoridades marítimas, representadas pela Capitania dos Portos, já anunciaram que farão uma vistoria na embarcação para investigar as causas do rompimento do cano e avaliar a segurança do MSC Seaview. Os passageiros que vivenciaram essa experiência tumultuada estão ansiosos por respostas e garantias de que incidentes semelhantes não ocorrerão no futuro. O caso levanta questões importantes sobre a segurança e os procedimentos de emergência a bordo dos cruzeiros, que frequentemente transportam milhares de pessoas em alto-mar.
