O Draguinha, que partiu do Rio de Janeiro com destino a Recife, enfrentou problemas logo ao sair do Espírito Santo, sendo rebocado em direção ao seu destino final. Em 14 de julho de 1961, ao se aproximar da costa de Alagoas, a embarcação naufragou a cerca de 11 quilômetros da praia de Pajuçara, a uma profundidade de 30 metros. Desde então, o local se tornou um ponto de interesse para mergulhadores, que podem explorar seu casco e percorrer os corredores que ainda restam da estrutura.
Essa não é a primeira vez que os mistérios do fundo do mar alagoano vêm à tona. Ao longo dos anos, mais de 50 naufrágios foram registrados nas águas do estado, refletindo séculos de navegação e comércio. Por exemplo, o vapor Mundahú, que fazia parte da Companhia Pernambucana de Navegação Costeira, também jaz no fundo da enseada de Pajuçara. O vapor, que partiu do Recife em julho de 1889, acabou naufragando ao colidir com arrecifes durante sua passagem. Felizmente, relatos de historiadores indicam que não houve feridos na ocasião.
Esses naufrágios não são apenas reminiscências do passado; eles se tornaram parte da cultura local. Os restos das embarcações agora fazem parte da paisagem, atraindo turistas e mergulhadores que se aventuram nas águas quentes do litoral alagoano. Assim, cada mergulho nas águas de Maceió é uma viagem no tempo, conectando os visitantes à história que moldou esta exuberante região. A memória dos que navegaram por aquelas águas ainda ecoa, fazendo do mar um verdadeiro guardião de histórias.
