Ele destacou que, até o presente momento, não houve discussões formais entre a NASA e a Rússia sobre a participação russa no projeto lunar. No entanto, o diretor expressou otimismo ao afirmar que a agência espacial norte-americana não está disposta a embarcar nessa empreitada sozinha. Essa declaração sugere que, apesar das tensões geopolíticas, a cooperação espacial pode evoluir em prol de um objetivo comum.
Em um cenário mais amplo, o programa Artemis da NASA, cuja meta é estabelecer uma presença permanente na Lua, está estruturado em três fases. A primeira fase já foi concluída com um voo não tripulado que ocorreu no final de 2022. A próxima etapa englobará uma missão tripulada, planejada para orbitar a Lua e que marca a primeira viagem humana ao satélite natural em mais de meio século. Esta missão, que terá uma duração de dez dias, envolverá a espaçonave Orion, a qual transportará quatro astronautas.
A futura base lunar será estabelecida após o envio de transportes e a instalação de infraestrutura básica, incluindo sistemas de energia, pesquisa científica e comunicação. Na segunda fase, a NASA pretende implementar uma infraestrutura habitável e logística, utilizando tecnologias desenvolvidas por agências espaciais internacionais. A visão final envolve a formação de uma presença humana de longo prazo na Lua, abrindo portas para novas descobertas e estudos no contexto da exploração espacial.
As declarações de García-Galán ressaltam não apenas a ambição da NASA, mas também a complexidade das relações internacionais. A perspectiva de colaboração com outras nações, mesmo em tempos de incerteza política, ilustra o potencial inexplorado que a exploração espacial pode apresentar para a união global em busca de conhecimento e progresso.





