NA BRIGA – Davi, Gaspar, Lira e Renan articulam estratégias distintas na corrida pelo Senado em Alagoas – com Jornal Rede Repórter

A disputa pelas duas vagas ao Senado por Alagoas em 2026 começa a ganhar contornos mais definidos, com quatro nomes colocados no tabuleiro político: Alfredo Gaspar, Arthur Lira, Renan Calheiros e Davi Davino Filho. Cada um adota estratégias distintas para alcançar o eleitorado.

Alfredo Gaspar é identificado como o candidato com discurso mais ideológico entre os quatro. Sua estratégia mira o eleitorado conservador e alinhado à direita, apostando na mobilização de uma base politicamente definida. Em eleições recentes, esse segmento demonstrou força no estado, o que pode representar um capital relevante caso consiga manter coesão e engajamento.

Arthur Lira e Renan Calheiros, por sua vez, operam com foco na chamada política de base. A estratégia envolve articulação com prefeitos, vereadores, deputados estaduais e lideranças municipais, especialmente em regiões como o Agreste e o Sertão, onde a influência local tende a ter maior peso eleitoral. Nesse modelo, a capacidade de transferência de votos por parte de lideranças municipais é considerada fator decisivo. Ambos disputam, em muitos casos, espaços semelhantes nas mesmas bases eleitorais.

Já Davi Davino Filho aposta em um perfil voltado ao chamado voto de opinião e ao eleitor menos vinculado a estruturas políticas tradicionais. O discurso enfatiza renovação e crítica ao modelo político estabelecido, buscando dialogar com eleitores que se identificam com pautas conservadoras, mas sem alinhamento automático a polos mais ideológicos.

Em 2022, Davi obteve 627.396 votos (42,2%) na disputa ao Senado, em eleição com apenas uma vaga, desempenho que o colocou em posição competitiva no cenário estadual.

Além das estratégias centrais, todos os pré-candidatos tendem a disputar o voto de opinião, apresentando propostas, histórico político e narrativas próprias para ampliar o alcance além de suas bases estruturadas ou ideológicas.

O cenário, no entanto, ainda pode sofrer alterações. A eventual entrada do prefeito de Maceió, JHC, ou da deputada Marina Candia na disputa ao Senado é apontada por interlocutores políticos como um fator capaz de redesenhar alianças e redistribuir forças no estado.

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