Embora a quantia solicitada possa parecer modesta diante do valor inestimável do acervo artístico sob a proteção do museu, a situação é tratada com extrema seriedade. O valor do resgate foi considerado suficiente para configurar uma tentativa de extorsão, o que motivou as autoridades a abrirem um inquérito sobre o caso, que abarca dois crimes distintos.
Inicialmente, houve especulações sobre a gravidade do ataque, com relatos indicando que informações críticas, como plantas do sistema de segurança do complexo, poderiam ter sido acessadas pelos hackers. Contudo, a administração do museu rapidamente desmentiu essa alegação, caracterizando-a como “infundada e falsa”. Segundo a instituição, os invasores não lograram êxito em acessar os mapas de segurança nem em violar os celulares dos funcionários.
Como medida de precaução e para reforçar a segurança após o ataque, o museu decidiu adotar algumas mudanças físicas significativas. Muitas de suas joias históricas, incluindo aquelas pertencentes aos Grão-Duques, foram realocadas para o cofre do Banco da Itália, elevando assim o nível de proteção dos seus itens mais valiosos.
Curiosamente, o ataque às Gallerie degli Uffizi ocorreu simultaneamente a um incidente de segurança em outra importante instituição, a Universidade Sapienza de Roma. No entanto, as autoridades foram rápidas em esclarecer que ambos os eventos são tratados como casos diferentes, atribuídos a autores distintos.
Em resposta ao ataque, o Ministério Público italiano iniciou um inquérito para investigar a tentativa de extorsão e o acesso não autorizado aos sistemas do museu. A investigação está sendo conduzida pela Polícia Postal em parceria com a Agência de Cibersegurança, com o objetivo de identificar os responsáveis, que permanecem desconhecidos até o momento. Este incidente destaca a crescente vulnerabilidade de instituições culturais e artísticas em face de ameaças cibernéticas, levantando questões cruciais sobre a segurança digital no setor.
