Criado pelos ucranianos Alex e Yana Yanovsky, que já tinham experiência em aquários na Ucrânia, incluindo um museu na capital, Kiev, a ideia do museu germinou após o casal deixar seu país natal em meio à invasão russa de 2022. Em meio a um cenário de transição, os Yanovsky transportaram sua paixão pelo fascinante universo das águas-vivas para a Flórida. De acordo com Jessica Eisenbarth, gerente de operações, o casal estava determinado a compartilhar seu amor pelas águas-vivas com o público americano logo que se instalaram na nova terra.
As águas-vivas possuem características impressionantes e intrigantes. Com mais de 500 milhões de anos de existência, elas são mais antigas que os dinossauros e suas origens ancestrais capturam a atenção de todos. Sem coração e cérebro, são compostas em sua maior parte por água, o que lhes conferem uma aparência quase etérea. Yana Yanovsky destaca a resiliência dessas criaturas, que, apesar de sua simplicidade, têm uma rede nervosa que permite reações ao ambiente.
O Museu Privado de Águas-Vivas abriga cerca de 20 espécies únicas, alternando entre as que representam não só as águas da Flórida, mas também de outras partes do mundo. Entre as variedades em exibição estão as águas-vivas japonesas, águas-vivas-da-lua e as intrigantes águas-vivas-de-cabeça-para-baixo, que habitam os manguezais da região.
O espaço, com quase 900 metros quadrados, foi revitalizado a partir de uma antiga agência bancária e, segundo sua gerente geral, Iryna Pelypkanych, foi projetado para transmitir uma sensação de calma e tranquilidade ao visitante. Os guias do museu não apenas mostram as belezas das águas-vivas, mas também educam os visitantes sobre a importância da preservação desses seres e seus papéis cruciais nos ecossistemas marinhos.
A iniciativa de criar um museu específico para águas-vivas reflete uma tendência crescente em exposições aquáticas ao redor do mundo, um fenômeno impulsionado por iniciativas como a do Aquário da Baía de Monterey, na Califórnia. Assim, o Museu Privado de Águas-Vivas não apenas preenche uma lacuna no panorama cultural e educativo da Flórida, mas também promove um espaço de apreciação e conservação dessas criaturas fascinantes que, apesar de sua fragilidade aparente, têm muito a ensinar sobre a resiliência da vida no planeta.
