A gestão do museu ficará sob a responsabilidade da Associação do Museu Aeroespacial Paulista (Amapa), e a abertura ao público em geral está programada para 2028, sendo que visitas guiadas devem ter início em 2027. Durante a cerimônia de inauguração, dois pavilhões foram abertos para visitação. O Pavilhão 1 destaca-se com réplicas de aeronaves icônicas como o 14-Bis e o Demoiselle, que fazem parte do legado de Alberto Santos Dumont, uma das figuras mais emblemáticas da aviação mundial.
Já o Pavilhão 5 apresenta o “Bar dos Pilotos”, onde os visitantes podem interagir com simuladores de voo do A-29 Tucano e observar motores do caça AMX A-1, além de peças históricas, incluindo um Curtiss Robin de 1929, que é a mais antiga em exibição. Entre os itens de grande destaque está ainda um satélite de monitoramento da empresa finlandesa Iceye.
Na área externa, o Museu impressiona com a exposição de caças como o F-5 e AMX A-1, além dos helicópteros Super Puma e Bell UH-1H. Para marcar a inauguração, quatro caças históricos foram trazidos para o local, incluindo o britânico Spitfire, o alemão Messerschmitt Bf-109, o americano Corsair e um MiG-21 russo que teve serviços na força aérea da Polônia.
O acervo do museu está previsto para se expandir, contabilizando cerca de 80 aeronaves, entre civis e militares, com a inclusão de aviões, helicópteros, mísseis e outros itens relevantes do programa aeroespacial brasileiro. Algumas peças significativas, como um Constellation, virão por meio de comodato do Museu Asas de um Sonho, que atualmente se encontra em Itu (SP).
O brigadeiro Rodrigo Fernandes Santos, que supervisiona o Pavilhão 1, estimou a conclusão total das obras até 2030. Os planos para o Mapa envolvem ainda um edifício dedicado à era espacial, uma seção voltada para o público infanto-juvenil com jogos e experiências imersivas, além de suporte especializado para visitantes com transtorno do espectro autista. O projeto também inclui uma área chamada Safari, que abrigará aeronaves como Buffalo, Esquilo e Tucano.
Um dos destaques arquitetônicos do complexo será um monumento com quatro aviões Tucano dispostos em formação de diamante, que alcançará a altura de um prédio de seis andares. O artista urbano paulistano Gabriel Menezes, conhecido como Mena, contribuiu para a identidade visual do museu, que adiciona um toque contemporâneo à rica herança da aviação brasileira. O novo espaço se junta ao Museu Aeroespacial (Musal), localizado no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, que já desempenha um papel importante na preservação da história da aviação no país.
