Mural em homenagem a Tettrem é apagado em São Gonçalo e gera polêmica nas redes sociais; prefeitura busca novo local para preservação da arte.

Na última terça-feira, 1º de julho, o influenciador digital Tettrem, figura emblemática entre crianças e adolescentes de São Gonçalo, gerou uma onda de reações nas redes sociais ao ter seu mural homenageado removido. A obra, que fazia parte do projeto Cidade Ilustrada, estava localizada na Estrela do Norte e foi apagada pelo proprietário do imóvel, que havia autorizado a pintura, mas sem um contrato que garantisse a permanência do projeto.

O mural, elaborado pelo artista visual local Marcelo Eco, foi inaugurado em novembro de 2025 durante o projeto Povo Preto, uma iniciativa que visou celebrar o Mês da Consciência Negra. No entanto, a recentíssima decisão do proprietário de apagar a homenagem provocou discussões acirradas na internet. Muitos internautas, especialmente os conterrâneos de Tettrem, expressaram tristeza e indignação pela remoção da arte, destacando a importância da representatividade que a obra trazia para a comunidade. Por outro lado, há quem defenda o direito do proprietário de retirar o mural de seu imóvel, criando um dilema sobre a liberdade artística versus os direitos de propriedade.

A prefeitura de São Gonçalo, ao ser questionada sobre o incidente, revelou que não foi notificada antecipadamente sobre a remoção do mural. A Secretaria de Turismo e Cultura expressou seu pesar pela situação e está em busca de um novo local para recriar essa importante homenagem a Tettrem. A intenção é garantir que o legado do influenciador, que se tornou um símbolo para muitos jovens da região, seja preservado de maneira digna.

A expectativa é de que um novo contrato seja estabelecido para proteger futuras obras de arte em espaços públicos e privados, garantindo que outras homenagens não enfrentem os mesmos problemas. Com a Trindade como uma das áreas possivelmente favorecidas para o novo painel, a busca por preservar a cultura e a identidade local permanece em evidência, refletindo a necessidade de diálogo entre artistas, comunidades e proprietários. Assim, a expressão artística, que tanto inspira e mobiliza, poderá continuar a ser um meio de valorização da cultura local.

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