Um levantamento revelou que mais de 2,2 milhões de nordestinos enfrentaram as consequências da crise hídrica. Entre os prejuízos, R$ 2,2 bilhões dizem respeito ao setor privado, que inclui áreas como agricultura, pecuária, comércio e indústria, enquanto R$ 682,8 milhões estão atrelados à ruptura no fornecimento de água potável. Além disso, cerca de R$ 100 milhões foram direcionados a serviços essenciais, como assistência médica e operações de emergência, incluindo o fornecimento de água por meio de carros-pipa.
Frente a essa situação alarmante, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) expressa solidariedade e ressalta a responsabilidade da União e dos Estados em fornecer apoio aos Municípios afetados, conforme estipulado pela Lei 12.608/2012. Essa legislação institui o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, que exige um esforço conjunto para ações de socorro, assistência e recuperação em casos de desastres naturais.
Os gestores municipais são orientados a mobilizar as defesas civis estaduais e federais para facilitar ações emergenciais, além de formalizar a situação de emergência em suas localidades. A CNM também destaca a importância de solicitar o reconhecimento federal da anormalidade, buscando a liberação de recursos essenciais para iniciativas de resposta, como a distribuição de água e cestas básicas.
Entretanto, a CNM alerta que muitos Municípios enfrentam desafios na execução dessas diretrizes, especialmente devido à falta de suporte técnico e financeiro necessário para identificar áreas de risco e desenvolver planos de contingência. Em resposta a essas dificuldades, a CNM lançou o Consórcio Nacional para Gestão Climática e Prevenção de Desastres (Conclima). Esta iniciativa tem como objetivo fortalecer a capacidade municipal em face de desastres, promovendo formação técnica e elaborando projetos que otimizem a captação de recursos e a resiliência local.







