MUNICIPIOS – “Prefeituras Brasileiras Sob Risco de Fiscalização do ITR por Falta de Atualização de Dados, Alerta Confederação Nacional de Municípios”

Os municípios brasileiros enfrentam um desafio significativo na fiscalização do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), com risco de comprometimento da arrecadação devido a pendências no cadastro dos novos prefeitos. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) emitiu um alerta sobre a importância da atualização do responsável legal no sistema da Receita Federal, uma etapa crucial para permitir que os servidores municipais acessem as informações necessárias para garantir a integralidade da receita deste tributo.

Gestores locais e equipes conveniadas ao ITR têm reportado dificuldades de acesso ao sistema, gerando frustração e insegurança sobre a situação fiscal de suas prefeituras. Muitas vezes, ao tentarem acessar o portal, surgem mensagens de erro indicando que a habilitação não está ok, o que evidencia a desatualização das informações do responsável legal. Este entrave ocorre especialmente durante períodos de transição de mandatos ou quando há mudanças nas informações do gestor municipal.

A CNM destacou a urgência de regularizar essa situação, que, se não resolvida rapidamente, pode levar à perda do controle sobre a base tributária rural. Para auxiliar os gestores, a CNM disponibilizou um guia prático que orienta sobre como atualização a informação junto à Receita Federal, com o intuito de restabelecer o acesso da equipe de fiscalização.

É essencial que os municípios mantenham essa capacidade de arrecadação, pois ao assumir a responsabilidade na cobrança do ITR, uma prefeitura não apenas melhora sua receita, passando a reter 100% do que é arrecadado, mas também fortalece a autonomia fiscal frente a desafios econômicos. Para aqueles municípios que ainda não estão conveniados, a CNM também oferece orientações para facilitar a adesão a esse sistema que visa otimizar a arrecadação local. A manutenção e a conclusão desse processo são passos fundamentais para garantir a continuidade das atividades de fiscalização e lançamento do imposto no ano em curso.

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