Durante a oficina, os participantes compartilharam suas experiências sobre as características e os desafios enfrentados nos manguezais da região. As informações coletadas serão fundamentais para a elaboração de diagnósticos que suportarão novas políticas públicas voltadas para a preservação e uso sustentável desses ecossistemas. Alberto Fonseca, promotor de Justiça da 4ª Promotoria de Justiça da Capital, enfatizou a importância da participação popular, destacando que os esforços devem ser dirigidos a quem realmente vive a realidade local.
O secretário de Meio Ambiente de Marechal Deodoro, Dagoberto Silva, também destacou o papel fundamental da oficina, que visa mapear os problemas existentes antes de buscar soluções. A professora Simone Affonso, do IGDEMA/UFAL, que esteve à frente da condução dos trabalhos, ressaltou que esse primeiro encontro é o primeiro de três previstos, onde elementos técnicos serão combinados com saberes comunitários, ampliando a perspectiva de pertencimento dos moradores em relação ao seu território.
Os moradores levantaram questões críticas, como descarte inadequado de resíduos, a especulação imobiliária e a degradação ambiental causada pelo turismo não supervisionado. Contudo, também identificaram potencialidades, como o artesanato local e a necessidade de estimular atividades esportivas.
O Projeto Pró-Manguezais conta com uma ampla rede de parcerias, incluindo órgãos como o IBAMA e diversas secretarias municipais, reafirmando a intenção de promover um desenvolvimento harmônico e sustentável na área, beneficiando tanto a biodiversidade quanto a comunidade local.





