Ziulkoski destacou a grande preocupação com a continuidade do repasse de recursos fundamentais para a prestação de serviços públicos, mencionando especificamente o impacto do reajuste do piso salarial dos profissionais da educação e a criação de programas federais sem contrapartida de recursos. O presidente da CNM foi enfático ao afirmar que a situação fiscal dos municípios é crítica, levando a um possível colapso na gestão local. Durante a coletiva, ele sublinhou a necessidade de um diálogo mais eficaz entre o governo federal e os prefeitos, informando que a entidade está elaborando propostas para serem entregues aos líderes do Legislativo.
Entre os principais pontos discutidos, Ziulkoski apontou o efeito do aumento do piso dos professores e os questionamentos sobre o programa Bolsa Família, que atualmente encontra um número significativo de beneficiários aptos, mas sem o devido repasse orçamentário. Ele alertou ainda para questões mais amplas, como a redistribuição de royalties de petróleo e a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais, enfatizando a necessidade de uma fiscalização mais efetiva por parte das prefeituras.
A marcha, que se estenderá até a próxima quinta-feira, tem o objetivo de angariar apoio e visibilidade para as demandas municipais, numa tentativa de mitigar os efeitos das políticas públicas que impactam diretamente o dia a dia das cidades. Sem dúvida, a mobilização representa um esforço significativo em defesa dos interesses locais e busca soluções para as complexas questões que afligem os gestores municipais em todo o país.





