Os dados obtidos mostram que a qualidade de vida dos idosos no Brasil é fortemente influenciada por fatores urbanos e sociais. Aproximadamente 42,7% dos idosos em áreas urbanas expressam preocupação com a possibilidade de quedas, relacionadas a calçadas e vias públicas em mau estado. Essa realidade é ainda mais alarmante entre as mulheres, com um índice de 50,5%, e entre pessoas com mais de 80 anos, alcançando 63,1%.
Além das questões de mobilidade, a pesquisa também destaca a sensação de insegurança geral entre os idosos: cerca de 12,1% consideram seu entorno muito perigoso, resultando em aproximadamente 3,8 milhões de idosos vivendo em contextos de vulnerabilidade. Na saúde, a hipertensão é um tema central, afetando 34,4% da população idosa, o que representa cerca de 11 milhões de indivíduos.
Outro ponto preocupante é a limitação na capacidade funcional, com 20,4% dos idosos enfrentando dificuldades em tarefas diárias essenciais. Somente uma fração pequena desses idosos recebe assistência adequada, o que aponta para a falta de políticas de apoio aos cuidadores.
O estudo já é uma referência para pesquisas globais sobre envelhecimento e se alinha com a Década do Envelhecimento Saudável, proposta pela ONU, buscando pautar políticas públicas que respondam às necessidades de uma população cada vez mais envelhecida.





